domingo, 4 de maio de 2014

Sweet L♥VE | Carta às mães perfeitas


Querida Mãe:

Eu já te vi por aí.

Eu vi-te a gritar com os teus filhos em público, vi-te a ignorá-los no parque, vi-te a levá-los à escola antes de teres tomado banho, e de calças de pijama por baixo do casaco.
Eu vi-te a implorares aos teus filhos, vi-te a suborná-los, e a ameaça-los.
Eu vi-te a gritar feita louca com o teu marido, com a tua mãe, e com o agente de polícia no cruzamento da escola.

Eu já te vi a correr com os miúdos de um lado para o outro, a sujares-te no parque e a praguejares em voz alta depois de bateres com o joelho na esquina da cadeira.


Eu vi-te a partilhares um leite achocolatado com um maníaco de 4 anos. Vi-te a limpar o nariz dos teus filhos com os dedos e a limpa-los na parte de trás das calças de ganga. Vi-te a correr com o teu bebé de 2 anos pendurado na dobra do teu braço, para apanhares a bola que está a fugir para a estrada.

Eu já te vi a ranger os dentes enquanto o teu filho gritava contigo porque não queria ir à aula de piano, à natação, ou ao treino de futebol. Eu vi-te a fechar os olhos e a respirar fundo depois de entornarem um copo de leite inteiro em cima. Vi-te a chorar desesperada enquanto tentavas tirar lápis de cera da tua melhor mala.


Eu já te vi na sala de espera do hospital. Eu vi-te no balcão da farmácia. Vi-te com o teu olhar cansado e assustado.

Eu não sei se tinhas planeado ser mãe ou não.

Se soubeste desde sempre que querias pôr crianças neste mundo, cuidar deles, ou se a maternidade te apareceu de surpresa.

Não sei se correspondeu às tuas expetativas, ou se passaste os primeiros tempos como mãe aterrorizada porque tinhas imaginado que sentirias o “amor materno” doutra forma.

Não sei se tiveste dificuldade em engravidar, se perdeste algum bebé, ou se tiveste algum parto traumático.

Nem sequer sei, se concebeste o teu filho no teu ventre, ou se o acolheste na tua família.

Mas eu conheço-te.

Eu sei que não alcançaste tudo o que querias na vida. Sei que há coisas que nunca soubeste que querias até teres filhos.

Eu sei que, às vezes, pensas que não estás a dar o teu máximo e que podias fazer melhor.

Eu sei que olhas para os teus filhos e te revês neles.

Eu sei que às vezes apetece-te atirar um candeeiro ao teu filho adolescente, e atirar o de 3 anos pela janela.

Eu sei que há noites que, depois de deitar os miúdos, estás tão exausta que só te apetece enrolares-te na cama a chorar.

Eu sei que há dias tão difíceis que só queres que acabem depressa. Depois, na hora de ir para a cama os teus filhos abraçam-te e enchem-te de beijinhos, e dizem o quanto gostam de ti, e de repente querias que o dia durasse para sempre.

Mas nada dura para sempre.

Os dias terminam, e o dia a seguir é um novo desafio. Febres, desgostos amorosos, trabalhos da escola, novos amigos, novos animais de estimação e novas dúvidas. E todos os dias, fazes o que tens de fazer.

Vais trabalhar, ou ficas em casa pões o bebé no sling e ligas o aspirador. Ou vais até ao jardim passear com ele.

Largas tudo para moderar uma discussão sobre de quem é a vez de usar aquelas canetas especiais, para dar um beijinho ao óó da tua filha, ou para conversar sobre qual é a cor do batom que a mãe do Pinóquio usava.

Eu sei que fazes guerras de cocegas em castelos de lençóis, e que sabes de cor as histórias de, pelo menos, 8 livros ilustrados. Eu sei que danças de forma ridícula quando vocês estão sozinhos. E que inventam canções parvas sobre queijo, maus cheiros, ou ervilhas.

Eu sei que uma hora depois de deitares os teus filhos, largas o que estás a fazer e vais cortar as unhas do mais novo. Sei que paras de arrumar a cozinha, porque a tua filha te convidou para a festa de chá que está a fazer com as bonecas, e faz questão que lá estejas.

Eu sei o que custou tratares dos teus filhos quando tiveste aquela virose de 4 dias. Sei que comes os restos dos pratos deles, enquanto arrumas a cozinha.

Eu sei que não contavas com muitas destas coisas. Sei que não antecipaste amar alguém tão intensamente, ou andar tão cansada, ou ser a mãe em que te vieste a tornar.

Pensavas que tinhas tudo planeado. Ou então, estavas perdida e aterrorizada. Ias contratar a Nanny perfeita. Ou ias deixar de trabalhar e aprender tudo sobre crianças.

Sei que não és a mãe perfeita. Por mais que tentes, e por mais que te esforces. Tu nunca serás a mãe perfeita.

E isso, provavelmente, vai perseguir-te. Ou se calhar fizeste as pazes com isso. Ou talvez nem nunca tenha sido um problema.

Eu sei que acreditas que independentemente do que fizeres, poderias ter feito sempre mais.

A realidade é outra.

Não interessa o pouco que fizeste, no fim do dia os teus filhos vão sempre amar-te. Vão continuar a rir para ti, e acreditar que tens poderes mágicos que podes curar quaisquer coisas.

Independentemente do que acontecer no trabalho, na escola, ou num grupo de amigos, tu fazes, sempre, tudo o que está e não está ao teu alcance para garantir que no dia a seguir os teus filhos estarão tão felizes, saudáveis e espertos quanto é possível.

Há um velho ditado iídiche que diz: “Há um filho perfeito no mundo, e todas as mães o têm.”

Feliz ou infelizmente, não há pais perfeitos. Os teus filhos vão crescer determinados a ser diferentes de ti. 

Vão crescer com a certeza de que não vão pôr os seus filhos nas aulas de piano, de que vão ser mais brandos, ou mais rigorosos, ou ter mais filhos, ou ter menos, ou não ter nenhum.

Um dia os teus filhos vão estar a correr como loucos na igreja, a portar-se pessimamente no restaurante a fazer caretas para o lado, e alguém vai passar e elogiar a tua família.

Uma certeza podes ter: não és perfeita!

E isso é bom. Porque na realidade, nem os teus filhos são perfeitos. E ninguém no mundo se preocupa mais com eles do que tu, ninguém sabe porque é que eles estão a chorar senão tu, ninguém percebe as piadas deles melhor do que tu.

E já que ninguém é perfeito, tens de desempatar com 2 biliões de pessoas que estão em primeiro lugar “ex aequo” para concorrer à melhor mãe do mundo.

Parabéns melhor Mãe do Mundo. Tu não és perfeita. És mais que perfeita:

És tão boa mãe como o resto do mundo.




por Lea Grover em Becoming a super mommy
adaptado por Up To Lisbon Kids

Sweet L♥VE | Mães em duas perspectivas

Mães vistas por si próprias e pelos filhos:




Achei este vídeo delicioso. Encontrei-o há mais de um mês e decidi que tinha de partilhá-lo hoje, Dia da Mãe. 
Na verdade, muitas vezes as mães estão tão preocupadas com o desempenho do seu papel que acham que nunca são suficientemente boas, têm inúmeras falhas e não educam da melhor forma, dando sempre primazia aos aspectos negativos que {julgam que} têm. E os filhos, esses, vêm as mães tal como as mães vêm os filhos: as melhores, insubstituíveis, e perfeitas {apesar de todas as imperfeições que possam ter}. Diz-se muitas vezes que "filho é filho" e o amor que se tem por ele é inabalável {sejam quais forem as circunstâncias, por muitos atritos momentâneos que possa haver...}. Pois é, Mãe é Mãe e o amor que se tem por ela é inabalável {sejam quais forem as circunstâncias ou por muitos atritos momentâneos que possa haver...}. Ou assim deveria ser...

É isso Mães... vocês são as maiores, as melhores, as únicas!*



*salvo raras excepções, das quais, por não vivenciar na pele, não estou preparada para falar...

quinta-feira, 24 de abril de 2014

quarta-feira, 23 de abril de 2014

Por aí ... | Escapadinha de Páscoa #2

Após muitas indecisões, o destino está escolhido e vamos já amanhã.
Com o lema "Vá para fora cá dentro!", nos próximos 2 dias vamos andar por aqui:




E promete muitos passeios, lindas paisagens, muita calma, bons petiscos ... e, o mais importante, muito "arejo" {porque estas cabecinhas bem andam a precisar}!

Têm conselhos para nós? O que ver, onde ir, onde petiscar {preferencialmente sítios mesmo típicos} em Trás-os-Montes e no Alto Douro?

quinta-feira, 17 de abril de 2014

Sweet L♥VE | O trabalho mais difícil do mundo

Só eu é que ainda não tinha visto estas entrevistas de emprego? *



Acredito que o trabalho mais difícil e mais cansativo do mundo seja também o mais compensatório!
Digam lá de vossa justiça, que eu ainda não estou habilitada a pronunciar-me...



* Confesso que o vídeo já me tinha passado 500 vezes à frente dos olhos, mas nunca tinha tido curiosidade de o abrir...

quarta-feira, 16 de abril de 2014

Pecado da Gula | Peitos de Frango recheados com Morcela e Ananás






Dificuldade: Fácil  |  Tempo: 60 minutos  |  Porções: 4 pessoas
Preço de custo: 5,60€


Ingredientes:
  • 4 peitos de Frango
  • 1/2 Morcela de sangue
  • 1 lata de Ananás em calda {ou ao natural, deve ficar ainda melhor}
  • 2 dentes de Alho
  • Ervas aromáticas {usei ervas de Provence} 
  • Sal e Pimenta q.b.
  • 1/2 Limão espremido
  • 1 folha de Louro
  • Azeite q.b.
  • Vinho branco q.b.

Confecção:

Cortar os peitos de frango a meio, deixando uma das extremidades unida. Com alguma antecedência, temperá-los com sal, pimenta, ervas, limão e alho, do lado exterior.

Recheá-los com fatias de morcela e fatias de ananás. Unir as extremidades com um palito.

Levá-los a uma frigideira com o azeite, a folha de louro e o alho, até que fiquem douradinhos de ambos os lados. Depois de dourados, adicionar um pouco de vinho branco, tapar a frigideira e deixar cozinhar.

Destapar a frigideira, baixar o lume e deixar evaporar um pouco do álcool.

Retirar os peitos de frango e corar 4 rodelas de ananás no molho.

Servir cada peito de frango sobre uma rodela de ananás.



Servi com arroz branco e espinafres salteados com azeite, muito alho e um pouco de morcela.


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Nós por cá adoramos!!!! Eu gosto de juntar sabores doces e salgados e adoro fruta com a carne, portanto, para mim, este prato foi perfeito. O T. também apreciou imenso e fartou-se de elogiar {e comer...}. 
Gostamos tanto que, na verdade, desta receita que chega perfeitamente para 4 pessoas, não sobrou nada! Ficávamos bem apenas com um peitinho {não eram grandes}, mas a gula falou mais alto.



Estamos mesmo a precisar de reformar esta cozinha... Vejam só o pratinho rachado, em que só agora estou a reparar... :)

Por aí ... | Escapadinha de Páscoa





O T. faz anos na próxima semana e, tendo sempre dificuldade em escolher algo para lhe oferecer, lembrei-me que uma escapadinha de 2/3 dias era uma opção agradável que, certamente, ele iria apreciar.
No entanto, queria ficar-me pelo Norte de Portugal ou Espanha {mas na zona aqui perto de Caminha/Valença}, por várias razões: não perdemos tempo {o pouco que temos} em viagens grandes, economizamos no combustível e portagens {que já dá uma folga maior para outras coisas como dormida e alimentação}, aproveitamos para conhecer o que está relativamente perto e que, por isso, fica sempre para segundo plano....
Mas, não sei bem por que zona optar... Lembrei-me de Trás-os-Montes, que gostava que ele conhecesse e eu aproveitava para rever a zona que "me viu nascer" e conhecer cantinhos por lá que ainda não conheço.  Douro também seria, certamente, uma boa aposta... Pensei na zona de Aveiro ou de Guimarães... Galiza {Espanha} também é opção... {a pensar essencialmente nas tapas :p}

Mas especificamente onde? Têm ideias maravilhosas para me dar? Sítios que já visitaram e gostaram... o local de onde são {e que por isso terão dicas fantásticas para mim}...?!
E para dificultar ainda mais, tem de ser um sítio onde consiga encontrar alojamento relativamente barato.