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segunda-feira, 12 de maio de 2014

Por aí ... | Escapadinha de Páscoa #4

Duas semanas depois venho contar-vos como foi a nossa {mini} escapadinha de Páscoa, o meu presente de aniversário para o T.

Se pensávamos sair de casa bem cedinho para aproveitar a manhã, rapidamente o cenário previsto mudou. A chuva chamou a preguiça que se apoderou de nós. Se há coisa que me chateia é viajar com tempo "ranhoso". Parece que tudo perde algum do seu encanto e a disposição não é a mesma.
Mas como para o passeio estamos sempre prontos, lá partimos, debaixo de uma chuva torrencial.
Optamos por ir fazendo várias paragens pelo caminho, num roteiro pensado ao pormenor {como eu adoro fazer roteiros e idealizar viagens!!!}, mas que, devido à adversidade das condições climatéricas e à minha reduzida noção do tempo {tenho sempre esperança que o tempo estique e dê para tudo e mais alguma coisa} foi sendo alterado durante a viagem. 

Apreciando as paisagens {mesmo que cinzentas e molhadas}, fomo-nos dirigindo à nossa primeira paragem: Amarante, uma cidade que aprecio bastante, com um centro histórico muito bonito {os arredores é que nem tanto}. Essencialmente fomos vagueado pelo centro da cidade, mas também tivemos oportunidade de visitar o interior do Museu Amadeo de Souza Cardoso. Com pena minha, a Igreja de São Gonçalo estava fechada, para obras, suponho, pois tinha andaimes na fachada. E rematamos a paragem em Amarante com um almocinho maravilhoso e mesmo ao nosso gosto {petiscos} numa tasquinha muito muito gira: a Adega Kilowatt. Antes de partirfizemos ainda uma breve paragem na Confeitaria da Ponte para trazer uns deliciosos "souvenirs".






Se o percurso anterior foi feito pela autoestrada, desta vez optamos por fazê-lo pela estrada nacional, rumo a Lamego, admirando a bela paisagem do Douro vinhateiro, com os inconfundíveis sucalcos.



Também Lamego não foi novidade para mim, porque já várias vezes lá estive, uma vez que foi a cidade onde a minha Avó paterna passou parte da sua infância e juventude e, portanto, bastante visitada em "percursos" familiares. Quando incluí Lamego no roteiro, pensei essencialmente em visitar o belíssimo Santuário de Nossa Senhora dos Remédio, que acho lindíssimo e com uma envolvente fantástica. E assim foi, subimos directamente ao Santuário, num percurso em "S", ladeado de um lindo arvoredo.
Tal como em todos os locais, e gulosinhos que somos, tivemos de fazer uma paragem estratégica para apreciar uma das iguarias mais típicas de Lamego: as bôlas.





De Lamego seguimos em direcção a Vila Real, não sem antes fazer um desvio estratégico para São Leonardo da Galafura, onde há um miradouro que queria muito visitar {provavelmente já lá tinha estado num dos tais passeios de família, mas, sinceramente, não me lembrava}. É um desvio um bocadinho agreste, com curvas e contracurvas numa estrada muito estreita, mas valeu muuuuito a pena.



A noite já se aproximava e o cansaço já se fazia notar, pelo que seguimos, cheios de vontade de chegar, ao nosso "poiso": um bungalow no Natur Water Park, que se revelou uma excelente aposta. Apanhei uma promoção fantástica na Odisseias e, mal a vi, decidi que seria ali que íamos pernoitar, mesmo sem conhecer o espaço. Não é um alojamento luxuoso, mas isso também não era o que procurava. É acolhedor, simpático, limpo, rodeado de natureza, muito agradável e com um conceito muito giro para férias em família, especialmente com crianças e no Verão.



Depois de alojados, foi tempo de tomar um revigorante banho e levá-lo a Vila Real para comer uma das melhores francesinhas que conheço, no Cardoso. E a prova foi superada! Também o T. adorou e ainda hoje fala nelas.  
Voltamos à nossa "cabaninha encantada" para descansar e preparar o corpo para o dia seguinte.

Mais uma vez acordamos mais tarde do que o previsto. Tomamos um cafezinho na esplanada do bar e, já que ali estávamos, aproveitamos para visitar a quintinha pedagógica do parque



De seguida demos uma voltinha curta por Vila Real e paramos numa lojinha que conheço para trazer um Folar e umas alheiras {segundo o T., as melhores que já comeu... que nisto de conhecer os melhores sítios para comprar comidinha a minha Avó não falha!} e rumámos ao Alvão, para visitar a aldeia de Lamas de Olo, com as suas típicas casas de xisto. Não sei se é uma daquelas traidoras memórias de infância ou se realmente mudou nos últimos anos, mas Lamas de Olo não me pareceu tão típica e rural como em tempos... Mas, mesmo assim, é um sítio muito bonito, onde para além das casinhas pudémos admirar as paisagens rochosas mas verdes do Alvão.
E claro que tivemos de parar para petiscar na Cabana, mais uma memória de infância!



O regresso era previsto ter sido feito pela zona de Vidago e Chaves mas, como já não era cedo e mais uma vez o tempo estava feioso, decidimos fazer a viagem de volta por Vieira do Minho, em direcção a Braga. O outro percurso terá de ficar para uma próxima visita.
Em Braga ainda paramos na Spirito, que eu tinha muita curiosidade em conhecer e andava a "namorar" há imenso tempo. E que deliciosa paragem!!! O espaço é muito giro e tem uns cupcakes de comer e chorar por mais!



Foram dois dias muito agradáveis, que deram para relaxar e preparar as semanas que se aproximavam, que sabíamos difíceis.
Ficou a vontade de fazer mais escapadinhas do género, para fugir à rotina e conhecer um bocadinho melhor o nosso belo país!

domingo, 4 de maio de 2014

Sweet L♥VE | Carta às mães perfeitas


Querida Mãe:

Eu já te vi por aí.

Eu vi-te a gritar com os teus filhos em público, vi-te a ignorá-los no parque, vi-te a levá-los à escola antes de teres tomado banho, e de calças de pijama por baixo do casaco.
Eu vi-te a implorares aos teus filhos, vi-te a suborná-los, e a ameaça-los.
Eu vi-te a gritar feita louca com o teu marido, com a tua mãe, e com o agente de polícia no cruzamento da escola.

Eu já te vi a correr com os miúdos de um lado para o outro, a sujares-te no parque e a praguejares em voz alta depois de bateres com o joelho na esquina da cadeira.


Eu vi-te a partilhares um leite achocolatado com um maníaco de 4 anos. Vi-te a limpar o nariz dos teus filhos com os dedos e a limpa-los na parte de trás das calças de ganga. Vi-te a correr com o teu bebé de 2 anos pendurado na dobra do teu braço, para apanhares a bola que está a fugir para a estrada.

Eu já te vi a ranger os dentes enquanto o teu filho gritava contigo porque não queria ir à aula de piano, à natação, ou ao treino de futebol. Eu vi-te a fechar os olhos e a respirar fundo depois de entornarem um copo de leite inteiro em cima. Vi-te a chorar desesperada enquanto tentavas tirar lápis de cera da tua melhor mala.


Eu já te vi na sala de espera do hospital. Eu vi-te no balcão da farmácia. Vi-te com o teu olhar cansado e assustado.

Eu não sei se tinhas planeado ser mãe ou não.

Se soubeste desde sempre que querias pôr crianças neste mundo, cuidar deles, ou se a maternidade te apareceu de surpresa.

Não sei se correspondeu às tuas expetativas, ou se passaste os primeiros tempos como mãe aterrorizada porque tinhas imaginado que sentirias o “amor materno” doutra forma.

Não sei se tiveste dificuldade em engravidar, se perdeste algum bebé, ou se tiveste algum parto traumático.

Nem sequer sei, se concebeste o teu filho no teu ventre, ou se o acolheste na tua família.

Mas eu conheço-te.

Eu sei que não alcançaste tudo o que querias na vida. Sei que há coisas que nunca soubeste que querias até teres filhos.

Eu sei que, às vezes, pensas que não estás a dar o teu máximo e que podias fazer melhor.

Eu sei que olhas para os teus filhos e te revês neles.

Eu sei que às vezes apetece-te atirar um candeeiro ao teu filho adolescente, e atirar o de 3 anos pela janela.

Eu sei que há noites que, depois de deitar os miúdos, estás tão exausta que só te apetece enrolares-te na cama a chorar.

Eu sei que há dias tão difíceis que só queres que acabem depressa. Depois, na hora de ir para a cama os teus filhos abraçam-te e enchem-te de beijinhos, e dizem o quanto gostam de ti, e de repente querias que o dia durasse para sempre.

Mas nada dura para sempre.

Os dias terminam, e o dia a seguir é um novo desafio. Febres, desgostos amorosos, trabalhos da escola, novos amigos, novos animais de estimação e novas dúvidas. E todos os dias, fazes o que tens de fazer.

Vais trabalhar, ou ficas em casa pões o bebé no sling e ligas o aspirador. Ou vais até ao jardim passear com ele.

Largas tudo para moderar uma discussão sobre de quem é a vez de usar aquelas canetas especiais, para dar um beijinho ao óó da tua filha, ou para conversar sobre qual é a cor do batom que a mãe do Pinóquio usava.

Eu sei que fazes guerras de cocegas em castelos de lençóis, e que sabes de cor as histórias de, pelo menos, 8 livros ilustrados. Eu sei que danças de forma ridícula quando vocês estão sozinhos. E que inventam canções parvas sobre queijo, maus cheiros, ou ervilhas.

Eu sei que uma hora depois de deitares os teus filhos, largas o que estás a fazer e vais cortar as unhas do mais novo. Sei que paras de arrumar a cozinha, porque a tua filha te convidou para a festa de chá que está a fazer com as bonecas, e faz questão que lá estejas.

Eu sei o que custou tratares dos teus filhos quando tiveste aquela virose de 4 dias. Sei que comes os restos dos pratos deles, enquanto arrumas a cozinha.

Eu sei que não contavas com muitas destas coisas. Sei que não antecipaste amar alguém tão intensamente, ou andar tão cansada, ou ser a mãe em que te vieste a tornar.

Pensavas que tinhas tudo planeado. Ou então, estavas perdida e aterrorizada. Ias contratar a Nanny perfeita. Ou ias deixar de trabalhar e aprender tudo sobre crianças.

Sei que não és a mãe perfeita. Por mais que tentes, e por mais que te esforces. Tu nunca serás a mãe perfeita.

E isso, provavelmente, vai perseguir-te. Ou se calhar fizeste as pazes com isso. Ou talvez nem nunca tenha sido um problema.

Eu sei que acreditas que independentemente do que fizeres, poderias ter feito sempre mais.

A realidade é outra.

Não interessa o pouco que fizeste, no fim do dia os teus filhos vão sempre amar-te. Vão continuar a rir para ti, e acreditar que tens poderes mágicos que podes curar quaisquer coisas.

Independentemente do que acontecer no trabalho, na escola, ou num grupo de amigos, tu fazes, sempre, tudo o que está e não está ao teu alcance para garantir que no dia a seguir os teus filhos estarão tão felizes, saudáveis e espertos quanto é possível.

Há um velho ditado iídiche que diz: “Há um filho perfeito no mundo, e todas as mães o têm.”

Feliz ou infelizmente, não há pais perfeitos. Os teus filhos vão crescer determinados a ser diferentes de ti. 

Vão crescer com a certeza de que não vão pôr os seus filhos nas aulas de piano, de que vão ser mais brandos, ou mais rigorosos, ou ter mais filhos, ou ter menos, ou não ter nenhum.

Um dia os teus filhos vão estar a correr como loucos na igreja, a portar-se pessimamente no restaurante a fazer caretas para o lado, e alguém vai passar e elogiar a tua família.

Uma certeza podes ter: não és perfeita!

E isso é bom. Porque na realidade, nem os teus filhos são perfeitos. E ninguém no mundo se preocupa mais com eles do que tu, ninguém sabe porque é que eles estão a chorar senão tu, ninguém percebe as piadas deles melhor do que tu.

E já que ninguém é perfeito, tens de desempatar com 2 biliões de pessoas que estão em primeiro lugar “ex aequo” para concorrer à melhor mãe do mundo.

Parabéns melhor Mãe do Mundo. Tu não és perfeita. És mais que perfeita:

És tão boa mãe como o resto do mundo.




por Lea Grover em Becoming a super mommy
adaptado por Up To Lisbon Kids

Sweet L♥VE | Mães em duas perspectivas

Mães vistas por si próprias e pelos filhos:




Achei este vídeo delicioso. Encontrei-o há mais de um mês e decidi que tinha de partilhá-lo hoje, Dia da Mãe. 
Na verdade, muitas vezes as mães estão tão preocupadas com o desempenho do seu papel que acham que nunca são suficientemente boas, têm inúmeras falhas e não educam da melhor forma, dando sempre primazia aos aspectos negativos que {julgam que} têm. E os filhos, esses, vêm as mães tal como as mães vêm os filhos: as melhores, insubstituíveis, e perfeitas {apesar de todas as imperfeições que possam ter}. Diz-se muitas vezes que "filho é filho" e o amor que se tem por ele é inabalável {sejam quais forem as circunstâncias, por muitos atritos momentâneos que possa haver...}. Pois é, Mãe é Mãe e o amor que se tem por ela é inabalável {sejam quais forem as circunstâncias ou por muitos atritos momentâneos que possa haver...}. Ou assim deveria ser...

É isso Mães... vocês são as maiores, as melhores, as únicas!*



*salvo raras excepções, das quais, por não vivenciar na pele, não estou preparada para falar...

quinta-feira, 17 de abril de 2014

Sweet L♥VE | O trabalho mais difícil do mundo

Só eu é que ainda não tinha visto estas entrevistas de emprego? *



Acredito que o trabalho mais difícil e mais cansativo do mundo seja também o mais compensatório!
Digam lá de vossa justiça, que eu ainda não estou habilitada a pronunciar-me...



* Confesso que o vídeo já me tinha passado 500 vezes à frente dos olhos, mas nunca tinha tido curiosidade de o abrir...

quinta-feira, 3 de abril de 2014

Querido Diário | Do antiguinho Fotolog #1

Certamente já não se lembram do Fotolog. Pois... eu também já não me lembrava até a Lila ter falado dele aqui. E, claro, fui a "correr" relembrar o que lá tinha.

O Fotolog era uma "rede" onde, como o nome indica, se partilhavam fotos que podiam legendar-se. Para mim funcionava mais ou menos como funciona o meu blogue hoje em dia. As fotografias não eram o essencial e serviam apenas para acompanhar e ilustrar os textos. 
Publiquei durante 2 anos, mas apenas tenho 32 publicações. Era pouco assídua, portanto.
Mas estou a adorar reler o que escrevi. Claro que hoje a realidade é muito diferente, assim como as vivências, as ideias e a visão de tudo.

Segue a primeira publicação, escrita a 3/11/2008:

Porque....
Porque foste tu que me trouxeste para aqui...
Porque contigo vou para todo o lado...
Porque juntas somos mais fortes...
Porque sei que há coisas que nunca têm fim...
Porque me dás tudo o que de melhor tens...
Porque és aquela pessoa...
Porque sei que sempre serás...
Porque és A best...
Porque...
Porque...
Porque...
[Porque tinha tanto mais para dizer, mas estou sem inspiração... :D]
E porque esta foto diz tudo e não precisa de mais palavras...
Por tudo isto o primeiro post tinha de ser para ti (:
Adoro-te AMORINHA*!!!



E há coisas que não mudam, por muitos anos que passem ;)


* Amorinha?! Ahah!!! Lembras-te de quando nos tratávamos por "Amora"?

sábado, 29 de março de 2014

quarta-feira, 12 de março de 2014

Sweet L♥VE | Amor de amigas!

Amigo{a} não é apenas quem festeja junto, mas também quem sofre junto!
Amigo{a} não é apenas quem ri junto, mas também quem chora junto!


segunda-feira, 3 de março de 2014

Sweet L♥VE | Cordas

Depois de a ver no blogue da Lila e do Nuno, não consegui resistir a partilhar esta curta-metragem, aqui, para vocês.
É uma ternura...

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Sweet L♥VE | 1 ano ♥


E já passou o primeiro ... de muitos, espero!!



Uma data especial tinha de ter um miminho especial!

E agora, com licença, vou ali festejar! 
 {Com uma fatia de bolo e champagne, claro! Mentes deturpadas...}
Hoje o dia não é para escrita :p

segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

Sweet L♥VE | Mimo com mimo se paga!



Desde 5ª feira estou por Vila Real, de visita à família paterna {pai, que ainda não voltou para Angola, onde vive, avó e uma das tias}.
Estar cá {coisa que, infelizmente, não acontece muitas vezes no ano} é sinónimo de mimos, mimos e mais mimos. Sempre que cá vimos {eu e o mano} o "roteiro" repete-se; há uma espécie de "programa" já instituído para estes dias.
Ora são as comidinhas preferidas feitas pela avó: "sopinhas de pão" {leite com café e pão} ao pequeno almoço, que adoro mas apenas como cá, talvez para preservar a memória de serem as "sopinhas da avó"; alheira; fralda com massa; cabidela; etc., etc., etc.). Ora a ida com o pai e o irmão ao Cardoso {comer a melhor francesinha} que não pode faltar. A ida a Valpaços, onde vivi até aos 7 anos, para rever alguns familiares, hoje velhinhos, mas que recordo exactamente da mesma forma há 20 anos atrás... E podia continuar...

Mas, é também a oportunidade que tenho de os mimar. Durante estes dias tenho tido oportunidade de ir ouvido as histórias da minha avó {algumas beeeem repetidas} que adoro, a ir ajudando a acabar um dos inúmeros trabalhos sobre os antepassados da família que vai fazendo no computador {é uma modernaça esta minha avó}... basicamente, de lhe ir dando a atenção que gostava de poder dar todos os dias...
E hoje foi o dia de ir com a avo à cabeleireira, fazer umas compras e ir ao café onde costuma passar parte das tardes com as amigas. Tão vaidosa que andava, com a neta pelo braço... Como ela gosta de ouvir os típicos "Ah, a sua netinha está uma mulher", "ainda há tão pouco tempo andava aqui a correr de um lado para o outro", "lembro-me tão bem de X episódio"...

E hoje sinto-me assim, tão cúmplice, tão próxima dela!

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Sweet L♥VE | "Ou queres ou não queres? Decide-te, de uma vez"

Aqui está um texto que me fez sorrir, pela forma como foi escrito e com o qual não posso deixar de concordar.
Quem {ainda} não sentiu na pele?










"No vasto leque de criaturas que a Mãe Natureza pariu e a quem a sociedade moldou comportamentos, há uma em particular que costuma suscitar grande animosidade por parte dos seus pares - por «par» entenda-se a pessoa ou pessoas que gostariam de emparelhar com ela. Trata-se dos indecisos. Aquela malta que não sabe o que quer. Que emite constantemente sinais contraditórios das suas intenções. Que tanto diz frito, como logo a seguir faz cosido. Que tanto diz «quero», como logo depois fica em silêncio. Na prática, são aquelas pessoas que uma noite mandam uma mensagem às três da manhã a dizer «tenho saudades tuas», e nas duas semanas seguintes não dão cavaco. Ou aqueles com quem adormecemos embalados pela conversa de «seria tão bom se...» e de manhã vestem o casaco do bloco de gelo, como se tivessem tido pesadelos connosco. Aqueles que, perante a ideia do compromisso, alegam que estão bem é sozinhos, mas só querem é estar acompanhados.
Passo a vida a dizer que homens e mulheres não são assim tão diferentes no que toca às relações. Sobretudo se isso implicar comportamentos descompensados ou disparates à séria. Quando se trata de ser palerma, os cromossomas são igualmente palermas. Mas, neste caso em particular, a verdade é que há mais homens do que mulheres indecisas a deixar a outra pessoa num limbo de esperança. A deixá-las à espera do telefonema, da mensagem, da luz ao fundo do túnel. Pelo menos é essa a ideia que tenho, com base nos casos de que me falam. Estatisticamente falando, portanto, à luz da minha rede de contactos, vejo mais homens a andar para trás e para a frente e mais mulheres à espera que eles tomem uma decisão de uma vez por todas, do que o contrário.
Não é que as mulheres não façam também isto, mas no caso delas a coisa costuma assumir outros contornos. E a indecisão resvala para a manipulação. Levado ao extremo, um homem indeciso é irritante, mas uma mulher manipuladora é perigosa. Muito perigosa. Sobretudo porque normalmente um homem demora demasiado tempo até perceber que aquela mulher não é de confiança e que precisa de terapia, para deixar de achar que o mundo gira à volta dela e que ele seria capaz de tudo em nome do que ela o faz acreditar. Mas isto é tema que dá pano para mangas...
Nem todos os homens têm a capacidade de deixar mulheres à espera. Mas também nem todas as mulheres têm paciência para esperar por caramelos que não sabem o que querem. Nalguns casos, porque elas já passaram por isso e não estão para repetir a experiência. Noutros casos porque são muito decididas e sabem sempre o que pretendem (desconfio desta gente que diz que nunca se engana e raramente tem dúvidas). E também há as que não conseguem aguentar situações destas porque pura e simplesmente não faz parte do feitio delas.
Seja qual for o caso - ou até um caso perdido - há homens que são mesmo capazes de moer o juízo. A paciência. E, em muitos casos, o coração. E, pior ainda, quando o fazem constantemente, porque já não conseguem agir de outra forma, ou quando o fazem durante muito tempo com a mesma mulher, porque a relação - ou seja lá o que desenvolveram - entrou nessa espiral de avanços e recuos até à exaustão. Esta malta que não f*** nem sai de cima (é uma revista familiar, devo evitar a boçalidade, por muito que expresse de forma perfeita uma ideia) pode ser desesperante. E uma vez que encostá-los à parede para se mexerem - para se aproximarem ou se afastarem de vez - não costuma resultar, o ideal é aplicar uma regra de que uma amiga me dava conta há dias: «Quando eles não se decidem, decidem-se elas». É nessas alturas que elas vão embora. E ainda bem."
Paulo Farinha {aqui}


terça-feira, 12 de novembro de 2013

Sweet L♥VE | Adoro pedidos de casamento! #2

Este não é propriamente um pedido de casamento, mas podemos dizer que é o "resultado" do pedido que mostrei há uns dias.





Só eu é que tive direito a lagrimazinha a ver?! 'Rais parta' a TPM!!

terça-feira, 5 de novembro de 2013

Sweet L♥VE | Confesso...

Às vezes dou por mim a torcer para que o Benfica ganhe.
É que é impossível aguentá-lo com este trombone...





* sou portista, só para que conste


{imagem emprestada da internet}

domingo, 3 de novembro de 2013

Sweet L♥VE | Coisas Dele(s) #1

Não quero generalizar. Sei que há {raríssimas} excepções!

Mas há coisas que no T. {que acho que a maioria dos homens fazem} que eu, muito sinceramente, não percebo:

1. É certo que é um menino solícito e obediente, porque quando lhe digo "Podias lavar esta louça...", ele fá-lo {por vezes}. Mas porque é que ao invés de acumular a louça recentemente lavada - e molhada - com a que já estava - seca - no escorredor, não arruma previamente a que estava {sim, porque deixa de estar...} seca e pronta para guardar?

2. É certo que é um menino solícito e obediente, porque quando lhe digo "Acabaste com o rolo de papel higiénico, põe-no no lixo por favor", ele fá-lo {por vezes}. Mas porque é que em vez de pôr o rolo efectivamente no lixo, o pousa algures perto do lixo?

3. É certo que é um menino solícito e obediente, porque quando lhe digo "Acabei de limpar a mesa da sala e já está outra vez cheia de 'criquices' {comandos da PlayStation, carteira, isqueiros, canetas, amostras de perfume, paninhos de limpar óculos, agenda, fita-métrica, ...} em cima. Podias arrumá-las, por favor?", ele fá-lo {por vezes}. Mas porque é que em vez de as arrumar no sítio delas, as 'arruma' na prateleira de baixo?

4. É certo que é um menino solícito e obediente, porque quando lhe digo "T., outra vez 2 pares de sapatos espalhados pela sala? Não podes arrumá-los?", ele fá-lo {por vezes}. Mas porque é que em vez de os pôr no armário dos sapatos, os põe à porta do quarto?


Grrrrrr. São apenas alguns dos muuuuitos exemplos que poderia dar-vos.

Coisas que me tiram do sério.
Só Ele é que é assim? 
Ou só eu é que ainda não aprendi a lidar com estas coisas e por isso continuam a tirar-me do sério?


Das duas uma... Ou o problema é deles {todos - quase - fazem estas coisas estranhas que nós, meninas, não percebemos} ou é nosso {que todas nos queixamos disto, e não são coisas assim tão - segundo eles - relevantes}.