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segunda-feira, 12 de maio de 2014

Por aí ... | Escapadinha de Páscoa #4

Duas semanas depois venho contar-vos como foi a nossa {mini} escapadinha de Páscoa, o meu presente de aniversário para o T.

Se pensávamos sair de casa bem cedinho para aproveitar a manhã, rapidamente o cenário previsto mudou. A chuva chamou a preguiça que se apoderou de nós. Se há coisa que me chateia é viajar com tempo "ranhoso". Parece que tudo perde algum do seu encanto e a disposição não é a mesma.
Mas como para o passeio estamos sempre prontos, lá partimos, debaixo de uma chuva torrencial.
Optamos por ir fazendo várias paragens pelo caminho, num roteiro pensado ao pormenor {como eu adoro fazer roteiros e idealizar viagens!!!}, mas que, devido à adversidade das condições climatéricas e à minha reduzida noção do tempo {tenho sempre esperança que o tempo estique e dê para tudo e mais alguma coisa} foi sendo alterado durante a viagem. 

Apreciando as paisagens {mesmo que cinzentas e molhadas}, fomo-nos dirigindo à nossa primeira paragem: Amarante, uma cidade que aprecio bastante, com um centro histórico muito bonito {os arredores é que nem tanto}. Essencialmente fomos vagueado pelo centro da cidade, mas também tivemos oportunidade de visitar o interior do Museu Amadeo de Souza Cardoso. Com pena minha, a Igreja de São Gonçalo estava fechada, para obras, suponho, pois tinha andaimes na fachada. E rematamos a paragem em Amarante com um almocinho maravilhoso e mesmo ao nosso gosto {petiscos} numa tasquinha muito muito gira: a Adega Kilowatt. Antes de partirfizemos ainda uma breve paragem na Confeitaria da Ponte para trazer uns deliciosos "souvenirs".






Se o percurso anterior foi feito pela autoestrada, desta vez optamos por fazê-lo pela estrada nacional, rumo a Lamego, admirando a bela paisagem do Douro vinhateiro, com os inconfundíveis sucalcos.



Também Lamego não foi novidade para mim, porque já várias vezes lá estive, uma vez que foi a cidade onde a minha Avó paterna passou parte da sua infância e juventude e, portanto, bastante visitada em "percursos" familiares. Quando incluí Lamego no roteiro, pensei essencialmente em visitar o belíssimo Santuário de Nossa Senhora dos Remédio, que acho lindíssimo e com uma envolvente fantástica. E assim foi, subimos directamente ao Santuário, num percurso em "S", ladeado de um lindo arvoredo.
Tal como em todos os locais, e gulosinhos que somos, tivemos de fazer uma paragem estratégica para apreciar uma das iguarias mais típicas de Lamego: as bôlas.





De Lamego seguimos em direcção a Vila Real, não sem antes fazer um desvio estratégico para São Leonardo da Galafura, onde há um miradouro que queria muito visitar {provavelmente já lá tinha estado num dos tais passeios de família, mas, sinceramente, não me lembrava}. É um desvio um bocadinho agreste, com curvas e contracurvas numa estrada muito estreita, mas valeu muuuuito a pena.



A noite já se aproximava e o cansaço já se fazia notar, pelo que seguimos, cheios de vontade de chegar, ao nosso "poiso": um bungalow no Natur Water Park, que se revelou uma excelente aposta. Apanhei uma promoção fantástica na Odisseias e, mal a vi, decidi que seria ali que íamos pernoitar, mesmo sem conhecer o espaço. Não é um alojamento luxuoso, mas isso também não era o que procurava. É acolhedor, simpático, limpo, rodeado de natureza, muito agradável e com um conceito muito giro para férias em família, especialmente com crianças e no Verão.



Depois de alojados, foi tempo de tomar um revigorante banho e levá-lo a Vila Real para comer uma das melhores francesinhas que conheço, no Cardoso. E a prova foi superada! Também o T. adorou e ainda hoje fala nelas.  
Voltamos à nossa "cabaninha encantada" para descansar e preparar o corpo para o dia seguinte.

Mais uma vez acordamos mais tarde do que o previsto. Tomamos um cafezinho na esplanada do bar e, já que ali estávamos, aproveitamos para visitar a quintinha pedagógica do parque



De seguida demos uma voltinha curta por Vila Real e paramos numa lojinha que conheço para trazer um Folar e umas alheiras {segundo o T., as melhores que já comeu... que nisto de conhecer os melhores sítios para comprar comidinha a minha Avó não falha!} e rumámos ao Alvão, para visitar a aldeia de Lamas de Olo, com as suas típicas casas de xisto. Não sei se é uma daquelas traidoras memórias de infância ou se realmente mudou nos últimos anos, mas Lamas de Olo não me pareceu tão típica e rural como em tempos... Mas, mesmo assim, é um sítio muito bonito, onde para além das casinhas pudémos admirar as paisagens rochosas mas verdes do Alvão.
E claro que tivemos de parar para petiscar na Cabana, mais uma memória de infância!



O regresso era previsto ter sido feito pela zona de Vidago e Chaves mas, como já não era cedo e mais uma vez o tempo estava feioso, decidimos fazer a viagem de volta por Vieira do Minho, em direcção a Braga. O outro percurso terá de ficar para uma próxima visita.
Em Braga ainda paramos na Spirito, que eu tinha muita curiosidade em conhecer e andava a "namorar" há imenso tempo. E que deliciosa paragem!!! O espaço é muito giro e tem uns cupcakes de comer e chorar por mais!



Foram dois dias muito agradáveis, que deram para relaxar e preparar as semanas que se aproximavam, que sabíamos difíceis.
Ficou a vontade de fazer mais escapadinhas do género, para fugir à rotina e conhecer um bocadinho melhor o nosso belo país!

quinta-feira, 24 de abril de 2014

quarta-feira, 23 de abril de 2014

Por aí ... | Escapadinha de Páscoa #2

Após muitas indecisões, o destino está escolhido e vamos já amanhã.
Com o lema "Vá para fora cá dentro!", nos próximos 2 dias vamos andar por aqui:




E promete muitos passeios, lindas paisagens, muita calma, bons petiscos ... e, o mais importante, muito "arejo" {porque estas cabecinhas bem andam a precisar}!

Têm conselhos para nós? O que ver, onde ir, onde petiscar {preferencialmente sítios mesmo típicos} em Trás-os-Montes e no Alto Douro?

quarta-feira, 16 de abril de 2014

Por aí ... | Escapadinha de Páscoa





O T. faz anos na próxima semana e, tendo sempre dificuldade em escolher algo para lhe oferecer, lembrei-me que uma escapadinha de 2/3 dias era uma opção agradável que, certamente, ele iria apreciar.
No entanto, queria ficar-me pelo Norte de Portugal ou Espanha {mas na zona aqui perto de Caminha/Valença}, por várias razões: não perdemos tempo {o pouco que temos} em viagens grandes, economizamos no combustível e portagens {que já dá uma folga maior para outras coisas como dormida e alimentação}, aproveitamos para conhecer o que está relativamente perto e que, por isso, fica sempre para segundo plano....
Mas, não sei bem por que zona optar... Lembrei-me de Trás-os-Montes, que gostava que ele conhecesse e eu aproveitava para rever a zona que "me viu nascer" e conhecer cantinhos por lá que ainda não conheço.  Douro também seria, certamente, uma boa aposta... Pensei na zona de Aveiro ou de Guimarães... Galiza {Espanha} também é opção... {a pensar essencialmente nas tapas :p}

Mas especificamente onde? Têm ideias maravilhosas para me dar? Sítios que já visitaram e gostaram... o local de onde são {e que por isso terão dicas fantásticas para mim}...?!
E para dificultar ainda mais, tem de ser um sítio onde consiga encontrar alojamento relativamente barato.

sexta-feira, 11 de abril de 2014

África Minha | Angola - visita guiada #1


Angola está-me no sangue.
Os meus avós paternos viveram lá entre 1953 e 1975, passando por várias terras, um pouco por todo o território de Angola, onde nasceram 3 dos 4 filhos {entre eles o meu pai}. Desde sempre me lembro de ouvir as calorosas, entusiasmadas, saudosas, mas também perigosas {algumas} histórias e peripécias. Os meus avós quiseram que os netos conhecessem aqueles anos inesquecíveis da{s} sua{s} vida{s} e Angola sempre foi tema de conversa e interesse em qualquer convívio familiar. Embora nas suas histórias figurasse uma Angola completamente diferente da actual {e sempre tive consciência disso}, foi aí que começou o meu fascínio por África , nomeadamente por Angola.
Há alguns anos o meu pai voltou para lá, por onde foi ficando até agora. Com o pai a viver em Angola surgiu a oportunidade de finalmente concretizar o sonho de conhecer um bocadinho melhor esse {grande} cantinho.

A viagem que vou descrever-vos foi realizada na Páscoa de 2012, mas, na realidade, a sua planificação começou um ano antes, em 2011. Todas as fases foram sendo descritas no Me7ades...
No entanto, em 2011, eu e mano esperámos pelo visto necessário à viagem até ao dia do voo, mas não conseguimos... É um processo bastante complicado {embora agora esteja um bocadinho mais fácil} {podem acompanhar o processo e respectivas dificuldades aqui e aqui}.
Em 2012 finalmente conseguimos os vistos {aqui e aqui}.
No dia 28 de Março começou a viagem de 15 dias que nunca irei esquecer e que tenho a certeza de querer repetir.




1º Dia


A viagem e a chegada: Porto - Lisboa - Luanda


1. Voo atrasado  |  2. Sobrevoando Porto/Gaia

Depois da aflição de quase perdermos o avião Lisboa-Luanda {porque o voo Porto-Lisboa se atrasou muito}, esperavam-nos 8h de voo para acalmar e repor energias. Coisa que no meu caso não se verificou pois estava muito nervosa e sentia-me estranhíssima; descobri depois que seriam os efeitos do Mephaquin - medicamento para prevenção da malária; nessa nunca mais me apanham, venha de lá outra marca qualquer nem que custe 15 vezes mais {como é o caso do Malarone - 45€+45€ - que tomei no ano anterior e não provocou efeitos secundários}... pelo menos em mim o Mephaquin - 6€ - teve efeitos secundários fortíssimos...



Após as tais 8h a rebolar na cadeira, mudar de lugar, por de pé, voltar a sentar, venha daí mais um filme... agora uma musicola para ver se embalo... e agora WC só para ver se estico as pernas... {isto enquanto os restantes passageiros dormiam profundamente}, aterramos finalmente em Luanda, de manhã cedo, por volta das 6h00. Se tínhamos saído do Porto debaixo de chuva, ao chegar a Angola deparamo-nos imediatamente com o calor que se fazia sentir. Um calor diferente de todos os que já tinha sentido... E o cheiro da "terra"? Ainda hoje consigo sentí-lo... Foram os aspectos que melhor recordo da chegada {o ar abafado e o cheiro da terra}.
Mais uma horita e meia "escaldante" {tudo servia de leque...} no aeroporto à espera que reconhecessem os documentos de todos os passageiros... e finalmente encontramo-nos com o pai no local de chegada dos passageiros. Confesso que tinha saudades, muitas, mas estava tão ansiosa por ver as coisas "lá fora", que mal acabaram os abracinhos e beijinhos quis sair do aeroporto e respirar aquele ar.

1 e 2. "Venda" (mercado de rua)  |  3. Taxis (carrinhas Hiace azul e branca) - algumas
chegam a levar 20 pessoas e funcionam tipo autocarro,
vão fazendo várias paragens  |  4. Estrada no centro de Luanda


A chegada a Luanda é um impacto. Há tanto trânsito e um movimento tal de pessoas, buzinadelas, motinhas, motoretas, transportes esquisitos {modificados} que fiquei meia atordoada, confesso. Mas com o sentimento incrível de estar a descobrir algo completamente novo - para mim, claro. E os táxis?!? São tantos mas tantos... e vão a "rebentar pelas costuras".
Nas ruas/estradas de Luanda vende-se de tudo e mais alguma coisa, e artigos que nunca imaginaria. Desde tecnologia a sanitas, passando por alimentos, pneus, sofás... tudo o que consigam imaginar e algo mais além disso, certamente...
Em hora de ponta consegue demorar-se meia hora para fazer uns {poucos} metros de estrada... Quando ouvem falar que o trânsito de Luanda é caótico, acreditem no que vos dizem... {se bem que andando a determinadas horas não se apanha tanto movimento...}

O resto da manhã {o pouco que sobrou depois do trânsito} foi ocupado a tratar de documentos em Luanda.

Não tenho muitas fotografias deste primeiro dia em Luanda porque, na realidade, não estávamos numa de visitar, mas sim a tentar resolver uns assuntos e, portanto, a manhã foi uma correria...



{aguardem pelos próximos capítulos...}

segunda-feira, 7 de abril de 2014

Pecado da Gula | Picadinho de Havana {Cuba}


O primeiro país a ser eleito para esta saga dos jantares temáticos a dois foi ... Cuba!!!

Apesar da nossa intenção para estes jantares, que ontem começaram, ser fazer uma entrada, o prato principal, uma sobremesa e {quando possível} uma bebida típica do país escolhido, hoje, pela falta de tempo e inexperiência, fizemos apenas o prato principal.





"Picadillo a la Habanera

Dificuldade: Fácil  |  Tempo: 40 minutos  |  Porções: 3 pessoas
Preço de custo: 6,00€


Ingredientes:
  • 450 g de Carne de vaca, picada
  • 2 colheres {sopa} de Azeite
  • 1 Cebola grande, picada
  • 2 dentes de Alho, picados
  • 1/2 Pimento vermelho
  • 1 folha de Louro
  • 1 colher {chá} de Orégãos, desfeitos nos dedos
  • 1 colher {café} de Cominhos
  • 1 lata de 390g de Tomate pelado
  • 1 dl de Vinho branco seco
  • 8 Azeitonas descaroçadas
  • 1 colher {sopa} de Alcaparras
  • 1 colher {sobremesa} de Sultanas
  • Sal q.b.

Confecção:

Limpa-se o pimento das sementes, corta-se em tiras que se picam. Picam-se também as azeitonas, grosseiramente. Põem-se as passas de molho num pouco de água e escorrem-se as alcaparras.
Leva-se o azeite ao lume num tacho com a cebola, os alhos, o pimento picadinho, a folha de louro, os cominhos e os orégãos. Mexe-se e, quando a cebola estiver translúcida, adiciona-se a carne picada. Mistura-se tudo e deixa-se fritar até a carne alourar bem, mexendo de vez em quando.
Logo que a carne estiver frita, deita-se o tomate, o líquido da lata e o vinho, voltando a mexer para misturar tudo. Tempera-se com sal, tapa-se e deixa-se cozinhar em lume fraco, mexendo de vez em quando. Escorrem-se as passas e enxugam-se.
Quando estiver quase pronto juntam-se as azeitonas, as alcaparras e as passas. Vai-se mexendo até o molho reduzir e apurar bastante.
Serve-se com arroz branco.


Receita de "O livro de Pantagruel. De Garfo e Faca à volta do Mundo"

                                                        ~~~~~~~~


Nós adoramos!! Embora pensasse que os cominhos {que não aprecio muito...} fossem dar um sabor demasiado intenso ao prato, penso que são o ingrediente-chave para sentirmos Cuba mesmo ali, à nossa frente.
Este jantar fez-me lembrar tanto um jantar que fiz em Cuba, há precisamente 4 anos, num restaurante tão bom e tão giro, com sabores únicos, empregados fantásticos e uma decoração mesmo acolhedora. Tenho tantas memórias desse restaurante como pena de não me lembrar do seu nome.

E, apesar de termos feito apenas o prato principal {na realidade eu fiz apenas o arroz, tendo o T. tratado do "Picadillo"} foi, sem dúvida, uma óptima estreia!!

sexta-feira, 28 de março de 2014

Por aí ... | Visita guiada por Angola?





Quem alinhava numas visitas guiadas por Angola aqui no SweetSense?

Faz hoje precisamente 2 anos que iniciei uma visita de duas semanas a Angola. Há cerca de um ano comecei a escrever sobre isso no Me7ades, mas acabei por não desenvolver e fiz apenas um post.
Agora que, chegada a Páscoa, relembro essa experiência maravilhosa, ficou a apetecer-me escrever sobre ela e partilhar com vocês esses 15 dias {que pareceram uma eternidade de tão intensos e um fugaz momento de tanta vontade de repetir e saudade que deixaram}, talvez por ter receio que alguns momentos se vão perdendo na minha memória se não os deixar registados.
Não será fácil porque, para além de já ter esquecido algum pormenores e "sequências", na minha opinião, só quem lá vai consegue sentir e viver aquelas terras e aquelas gentes. Contado não é a mesma coisa... não dá para ter noção das experiências, das paisagens, dos cheiros {que ainda tenho tão presentes}...
Gostavam de ver fotos (tiradas por mim) e algumas descrições da viagem por aqui ou seria "maçador"?

quinta-feira, 20 de março de 2014

Por aí ... | Toscana {Itália} - dicas?


Desde que me lembro de sonhar com viagens, sonho com conhecer Itália e, mais especificamente, a zona da Toscana. As vinhas, os olivais, as cidadezinhas medievais, os cheiros e sabores ... aquela calma.
Um fascínio que, suponho, começou com algum filme {adooooro todos os filmes italianos que vejo; se quiserem agarrar-me à TV basta colocar rum filmezinho italiano e o sucesso é garantido} e se intensificou quando li "Romance na Toscana" de Elizabeth Adler, com descrições magníficas desse cantinho italiano.
Mas, para "ajudar à festa" o mais-que-tudo também gostava muito de fazer esse roteirozinho. Então, estamos a pensar seriamente no assunto e a ponderar as várias possibilidades {agencia vs plano próprio, roteiro, preços, dicas, ...}.
O ideal seria aterrar em Roma ou Milão, apanhar um comboio até Florença, alugar um carro e visitar Pisa, Siena, San Gimignano, Lucca...
Alguém desse lado que possa dar uma ajudinha? Que já lá tenha estado... que conheça quem já visitou... que leu sobre o assunto..?! Todas as ajudas são bem vindas!

sábado, 21 de dezembro de 2013

Por aí ... | Moustache Coffee House - Porto

Nesta ida ao Porto, depois de passar pelas feirinhas e mercados de rua de Cedofeita, Miguel Bombarda e Praça Carlos Alberto, decidi que seria o momento certo para conhecer um sítio que há muito está na lista de sítios a experimentar.

Moustahe Coffee House é muito mais do que uma cafetaria. Chegados ao balcão encontramos diversos bolos cortados à fatia, cupcakes e bolachinhas, tudo com um aspecto delicioso! E, por aí comecei... Pedi um descafeinado e o mais difícil foi escolher o que comer. Depois de inquirir os {simpáticos} empregados sobre as diversas iguarias, optei pela tarte de limão e alfazema, por ter um aspecto divinal, ser merengada {adoro tartes com merengue} e diferente do habitual. E acertei em cheio, porque adorei o sabor original.




Mas, mais do que isso, o Moustache Coffee House é um espaço muito agradável, que convida ao relaxe e nos leva a querer ficar sempre mais um pouco. 

imagem retirada da internet

imagem retirada da internet

imagem retirada da internet

imagem retirada da internet

imagem retirada da internet


Subi, de tabuleiro na mão, e descobri um piso superior calmo, com uma música ambiente agradável e convidativa, uns cadeirões confortáveis e uma vista engraçada para o piso de baixo.


imagem retirada da internet



Aconselho a passarem por lá, escolherem uma fatia de bolo e um café {oferece vários tipos}, um chocolate quente ou outra das muitas bebidas que têm disponíveis e irem ficando até se fartarem ou o tempo apertar {foi o meu caso}.

É, sem dúvida, um local a voltar ;)

quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

Por aí ... | Bernardino Guimarães - Porto

Nesta ida ao Porto, quando me dirigia para uma loja que vende artigos de pastelaria e decoração de bolos, passei por uma loja que me chamou a atenção, logo pela decoração natalícia que tinha à porta.
Bernardino Guimarães, situada na Rua do Bonjardim, nº404 {atrás dos CTT}.
Como ia lançada, só uns metros depois tive reacção de voltar para trás para dar uma vista de olhos à montra. E gostei tanto, que tive de entrar... 






E foi assim que descobri uma loja com decorações lindas, lindas para o Natal.
Deixo a dica, para o caso de ainda terem uma ou outra prendinha para comprar ou, até, para as decorações dos próximos anos {supondo que a deste ano já esteja feita...}.


Entretanto, coincidência das coincidências, na semana passada estava a ouvir {longe da vista} no Jornal da Manhã da RTP1 uma notícia sobre as lojas de comércio tradicional que já aderiram à venda online e o exemplo era exactamente da loja que vos falo aqui, que eu não conhecia e até achei que era uma loja que tinha aberto apenas para a altura do Natal. Mas pelos vistos, é uma loja de ferragens bem antiguinha!

Fora da época natalícia é mais ou menos assim {imagens retiradas da internet}:




 






{mais uma coincidência, o outro exemplo é o de uma retrosaria onde também entrei pela primeira vez no mesmo dia, à procura de uns botões... "ele há coisas..."! Será que andaram a seguir-me?! :)}

Se tiverem curiosidade, aqui está o link do vídeo {a partir do minuto 07:07}:
http://www.rtp.pt/play/p36/e137614/bom-dia-portugal/330620

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Por aí ... | Saboriccia - Porto

Nesta ida ao Porto, enquanto me perdia pela Rua de Santa Catarina, descobri uma lojinha querida, querida.

A Saboriccia, uma loja de produtos artesanais portugueses, com produtos mesmo apetitosos e uma decoração que faz do espaço ainda mais apetecível. Daquelas em que apetece mesmo comprar...









Por lá podem encontrar-se legumes e frutas frescas expostos em cestos de verga, leguminosas e frutos secos em sacos de serapilheira, biscoitos e bolachinhas, chocolates, compotas e chás, queijos e vinhos, enchidos e conservas... tudo o que do mais regional consigam imaginar!


A maioria dos produtos {exactamente as mesmas marcas} eram os vendidos numa loja - "Porto de Sabores" - do mesmo género que o meu pai teve há cerca de 10 anos no Porto. Uma ideia visionária, mas que o facto de ainda não ser moda {na altura ainda não era vulgar haver espaços do género nem comprar-se este tipo de produtos} não deixou vingar. E, por isso, tocou-me ainda mais e fez-me lembrar os tempos que lá passei, a paixão que o meu pai tinha por aquele projecto, as viagens que fazia com ele, por este Portugal fora, para ir buscar os produtos, as pessoas e histórias que conheci nessas viagens {algumas delas pequenos fabricantes/vendedores modestos de aldeias transmontanas}...





segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

Por aí ... | Sentir {de novo} o Porto

A pós-graduação do T. tem-me permitido ir ao Porto mais frequentemente e ter 8 horas livres para me perder por lá, ver as últimas novidades e sentir a cidade, que tantas saudades me deixa...

Na última ida ao Porto, dia 31 de Novembro, descobri a Rua de Santa Catarina como nunca a tinha visto: cheinha cheinha de gente, que, como eu, curtia o ambiente, entrava e saía das lojas, saboreava as castanhas assadas na rua e passeava sacos e sacos de compras {eu nem tanto...}.

Aproveitei para visitar algumas feirinhas de rua, que adoro. Em Cedofeita / Miguel Bombarda decorria o Mercado Oitocentista, com trajes típicos da época e venda dos mais diversos artigos de artesanato, presépios originais, docinhos, produtos regionais ... Na Praça Carlos Alberto encontrei o Mercado Porto Bello que, quando lá passei, estava ainda em montagem, mas onde já consegui ver banquinhas com obras de arte, roupa em segunda-mão, bijuteria artesanal e compotas, chás e mel.

E, pelo caminho, fui entrando em novas lojas {das quais falarei brevemente aqui}, com tantos pequenos pormenores tão queridos e apetecíveis, que só me apetecia fotografar, mas confesso que não tenho grande à vontade para entrar de máquina fotográfica em punho {embora houvesse muitas pessoas a fazê-lo} e registar todos os pormenores que me chamam a atenção e gostaria de 'eternizar'. E depois saio e fico com imensa pena de não ter tido 'lata' para o fazer...

Aproveitei também para passar um bom tempo na FNAC, ouvir alguns CD's, folhear livros que já conhecia a me suscitavam interesse e outros que me foram chamando a atenção, planear presentes de Natal e, claro, aproveitar para acrescentar alguns itens à minha lista para o Pai Natal ;)


Gosto tanto de andar sozinha pelo Porto, ao meu ritmo e vontade, visitar o que me apetece, entrar e sair dos locais que me chamam a atenção, sentar-me nas esplanadas e tomar um café enquanto observo o ambiente e as pessoas que nele se 'dissolvem'...
Soube-me tão bem, que não conseguem imaginar... Fez-me lembrar os fins-de-semana que, enquanto estudava no Porto, ficava lá ao invés de vir para casa para os mimos da família e amigos. 
Mas fica a 'conforto' de saber que, durante o próximo ano, vou ter oportunidade de, frequentemente, repetir estes percursos e trilhar outros.

Embora tenha vindo de pés e pernas desfeitos, vim também de coração cheio!
O Porto é mesmo a 'minha' cidade!! 

terça-feira, 19 de novembro de 2013

Querido Diário | Um domingo verdadeiramente 'domingueiro'


Com algum atraso venho contar-vos o meu último domingo, que foi mesmo {como eu costumo dizer} domingueiro. E soube tão bem!!

Para começar em beleza, almocinho em casa com a mãe e o namorado e um bacalhau assado no forno óóóptimo. Até ele, que não aprecia bacalhau, ficou rendido.

E depois, como qualquer domingo exige {mas nem sempre se concretiza, porque por vezes a vontade de ficar em casa ou a falta de ideias imperam} um passeiozinho. Mas, desta vez, ao avistar uma movimentação invulgar na zona, começamos por fazê-lo à porta de casa, numa feira de antiguidades e velharias. Já a tinha visitado várias vezes quando se realizava no centro da vila, mas agora está mesmo aqui ao lado, no parque municipal. Para além de ser um espaço mais agradável e indicado {na minha opinião}, agora a feira é muito maior e tem uma variedade enorme de oferta. Desde móveis, a ferramentas agrícolas, passando pelos vinis {para perdição do T.}, jóias, objectos decorativos, brinquedos, material escolar do tempo dos nossos pais {a banca onde as pessoas se mantinham durante mais tempo a apreciar e exclamar "Ah, isto era o que usávamos na escola..." e a relembrar tempos antigos}, máquinas fotográficas e de escrever lindas de morrer, livros, roupa... A feira está a ganhar uma vida e uma expressão muito maior, com inúmeros vendedores espanhóis {para além dos portugueses} e uma grande variedade de verdadeiras relíquias. Gostei mesmo e acho que não vou perder uma edição.



Local da feira | Máquinas fotográficas |
Relógios e grafonola | Máquinas de escrever

T. perdido nos vinis

Berço {tão fofo} | Fogão e salamandra

Brinquedos {que um dia hei-de comprar para os meus filhos}



Para terminar a tarde, uma ida a Vila Nova de Cerveira, uma vila lindíssima e muito agradável, mesmo aqui ao lado. Mais uma suposta feira de antiguidades {totalmente descaracterizada, que não tinha uma única antiguidade, apenas artesanato} e a descoberta casuística de um espaço novo com um conceito muito giro: uma casa pequenina que vende compotas, bolachinhas, cabazes e outros produtos caseiros; um espaço com sofás cobertos com mantas, mesmo a lembrar as salas das casas dos avós nas aldeias e uma área com 4 mesas e cadeiras, todas diferentes umas das outras, para tomar um chá e comer uma fatia de bolo com aspecto também caseiro, um louçeiro igualzinho ao dos meus bisavós... Um mimo este espaço; mesmo confortável e acolhedor. Só fiquei com pena de não ter registado em fotografias, mas muito em breve hei-de voltar. Foi uma bela descoberta e fez-me sonhar com a possibilidade de, um dia, ter algo do género...